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Os Quatro Amigos

Os Quatro Amigos

Os Quatro Amigos

A estátua dos Quatro Amigos, criada por artistas butaneses residentes no Khadro Ling, é baseada no Conto dos Quatro Amigos Harmoniosos, que integra os Contos Jataka, uma coleção de mais de 500 fábulas budistas que narram as diversas vidas anteriores do futuro Buda.

As histórias mostram seu aperfeiçoamento moral na prática das Dez Perfeições (As dez paramitas), como generosidade, paciência e sabedoria, e sua evolução espiritual na jornada para a iluminação em seus inúmeros renascimentos. São fábulas que ilustram a infalibidade do carma e oferecem instruções éticas e espirituais sobre virtude, compaixão e respeito mútuo, incentivando a reflexão e a empatia.

O Conto dos Quatro Amigos Harmoniosos ensina que diferentes forças e qualidades combinadas de forma respeitosa criam harmonia e permitem conquistas mais sólidas, baseadas na cooperação, no altruísmo e nas virtudes do Darma.

“Certa vez, em uma majestosa floresta nos sopés do Himalaia, viviam quatro amigos: um elefante, um macaco, um coelho e um pássaro. Mas, com o tempo, o respeito mútuo entre eles diminuiu, e eles começaram a brigar e competir entre eles de maneira egoísta. Um dia, estando sob uma grande árvore figueira-da-índia, eles discutiram sobre quem merecia os frutos da árvore, cada um reivindicando sua senioridade em relação ao tempo de existência da planta. Assim, para determinar quem era o mais velho e o mais respeitado entre eles, cada um apresentou suas memórias mais antigas da árvore embaixo da qual estavam. O poderoso elefante falou primeiro, contando como, quando ele era apenas um filhote, a árvore também era bem pequenina. O macaco astuto relatou como, in sua infância, a árvore era apenas um pequeno arbusto. O coelho contou que ele havia visto a árvore quando esta era ainda uma muda sem folhas. Por último, o pequeno pássaro falou, contando como certa vez engoliu uma semente da árvore original e como, então, a majestosa árvore atual brotou, a partir dos excrementos que ele deixou cair. O pássaro, então, foi honrado como o mais ancião, e sua posição em antiguidade foi seguida pela do coelho, do macaco e do elefante. Com isso, a harmonia e o respeito mútuo prevaleceram novamente no grupo dos quatro amigos.”

Contando essa história, o Buda decretou que, a partir de então, a idade (além da sabedoria) conferiria prioridade entre os membros da Sangha. Além da importância de honrar os mais velhos e os sábios, a fábula também ilustra a importância da harmonia e da colaboração independentemente de tamanho ou força. A imagem dos quatro amigos apoiando-se uns sobre os outros para alcançar os frutos de uma árvore demonstra união e sabedoria na resolução de objetivos, para assim compartilhar as recompensas.